quinta-feira, 18 de julho de 2019

Crítica: O Rei Leão (2019)


"Os seus problemas você deve esquecer, isso é viver, é aprender... HAKUNA MATATA"


O Rei Leão é o remake do grande sucesso da Disney, de mesmo nome, que foi lançado a 25 anos atrás e continua emocionando os fãs até hoje. Se você deseja sentir toda a nostalgia em suas veias, esse é o momento.

Tudo começa com o nascimento de Simba (Donald Glover, "Han Solo"), herdeiro das Terras do Reino. Mufasa (James Earl Jones, retornando ao papel), o rei de direito governa sabiamente, mas seu irmão Scar (Chiwetel Ejiofor, "12 Anos de Escravidão") sempre desejou o trono. Após o nascimento de Simba, ele se depara com a realidade de não conseguir ser o sucessor de seu irmão e trama para tomar posse do reino. Junto à Shenzi (Florence Kasumba, “Vingadores: Guerra Infinita”), líder das hienas, Scar coloca seu plano em prática.

Após o plano de Scar dar certo, Simba acaba conhecendo Timão (Billy Eichner, "American Horror Story") e Pumba (Seth Rogen,"Casal Improvável") , um suricato e um javali amigos de longa data, que o ajudam e o ensinam o valioso lema Hakuna Matata.



A direção do live action fotorrealista ficou a cargo de Jon Favreau que além de ter dirigido inúmeros filmes de renome, havia se especializado na direção de animais digitais com “Mogli – O Menino Lobo”. Diferente de Mogli que há um humano para lidar com a carga emotiva suprindo as falhas dos animais em CGI, em o Rei Leão há esse problema. Os animais são incrivelmente reais, porém não são capazes de passar com clareza a todas emoções exigidas em cena.

Com a produção musical de Pharrel Williams e trilha sonora composta, novamente, por Hans Zimmer (X-men- Fênix Negra), temos as músicas reverenciadas no longa de 1994, mas com pequenos ajustes que as trazem para o presente. Do mesmo modo que algumas cenas musicais foram adaptadas para que se tornassem mais realistas e críveis.



A fotografia de Caleb Deschanel é impecável, levando o espectador a acreditar que está de fato na África. Já o roteiro de Jeff Nathanson precisava de leves ajustes. Por mais que o filme seja uma cópia fiel de seu original, em diversos momentos era nítido as “escorregadas” na história e, até mesmo, falas pareciam soltas e fora de contexto.

Com relação as dublagens, o trabalho foi excelente em sua grande maioria, mas necessito frisar a participação de Beyoncé Knowles-Carter como Nala. Nas cenas musicais, Beyoncé roubava a cena completamente, de modo que sua voz até sobrepunha qualquer outra, porém em matéria de atuação, deixou a desejar. A cantora não conseguiu passar emoção alguma à Nala fazendo a personagem se apagar em suas cenas.



No mais, se você é fã de O Rei Leão, corra para os cinemas para conferir essa grande obra. A nostalgia lhe aguarda.


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