domingo, 16 de setembro de 2018

Resenha: A fênix de Fabergé




Respeitável público hoje apresento para todos vocês exímios apreciadores da sétima arte: um livro  único, sensacional e espetacular  A fênix de Fabergé das autoras nacionais Sue Hecker e Cassandra Gia e o lançamento do mês de Agosto da nossa editora parceira Harlequin.

Uma salva de palmas para esse extraordinário show e  não esqueçam de se segurarem em suas poltronas, pois estão prestes a  embarcar em uma legitima imersão à cultura russa e a grandiosa arte circense. 

Antes de mais nada tenho a obrigação de destacar a maravilhosa arte da capa e também o verso dela que remete diretamente a temática abordada ao longo da história.

Como muitos eu também na minha infância fui fascinada pelos circos variados que se apresentavam em diferentes locais do RJ e fazia questão de ir nas apresentações para vivenciar toda a magia que cercava as suas apresentações.

Assim, logo quando percebi que o lançamento da Sue e da Cassandra abordava esse universo,  me encantei e fui arrebatada imediatamente por sua trupe.


Desta maneira, somos apresentados no início a contorcionista desse show, Kenya, uma doce e corajosa menina que com os anos se transforma em uma bela mulher. Apesar de uma infância difícil e e de possuir um pai (Adrik)  agressivo e muito abusivo, continua dócil e extremamente  gentil. Mas não se engane que até o mais manso dos seres um dia se rebela e enfim se liberta.

" Percebo que Kenya foi totalmente condicionada pelo pai a acreditar que ele foi bom ao ficar com ela e a fazê-la sentir que tem sempre que  ser grata a ele por isso. Adrik tem se revelado um abusador competente. Ele a maltrata e a humilha, mas faz isso parecer que é para o bem dela." 


Em contrapartida somos apresentados ao multifacetado Aleksei, um russo de sangue quente, carismático, forte, batalhador e demasiadamente sofrido, já que é assolado por uma tragédia familiar que marcou não somente a sua alma como também sua pele. 

“Ele é carismático, sensual e irreverente, tornando o show mais excitante.”
Seu ódio extremo e sua quase eterna busca por vingança, só é suavizada quando ele finalmente reencontra uma certa ruivinha danada de bonita que o arrebata de uma vez e faz nascer com o tempo sentimentos que ele nunca ousou se permitir sentir. 

" Essa mulher será minha morte. Ela está derrubando todas as minhas barreiras e levando-me cada vez mais em direção ao chão, de joelhos diante de sua maturidade e candura."                    

A  fênix de Fabergé  reúne todos os elementos explosivos que  são capazes de conquistar os leitores,  já que possui uma boa dose de vingança atrelada a muita paixão pelo circo e que culmina em uma linda história de amor regada à superação.

Na medida em que somos apresentados aos mais diversos e irreverentes personagens, nos apegamos cada vez mais a eles e fica realmente muito difícil nos despedir dessa verdadeira família,  tamanha é a sua união e dedicação a essa incrível arte que se chama circo.

" Fazer Kenya confiar em mim é tudo o que preciso. Sei que já não conseguirei mais seguir em frente sem a ter ao meu lado. Toda a raiva que senti por todos estes anos se transformou numa preocupação extrema no sentido de a proteger."

Acompanhar a rotina desses artistas, o palhaço Bimbom e sua querida colombina, o trapezista tatuado, o atirador de facas trapalhão, o motociclista destemido, o trio Markov  no globo da morte, e toda a trupe com suas performances peculiares e lições de vida foi verdadeiramente uma experiencia incrível.

Não se enganem, pois não só de magia essa história há de ser, muitos obstáculos todos terão que vencer, desvendar os mistérios no decorrer, deixar a magia do circo transcorrer, o abuso psicológico esvanecer, o papel dos emigrantes russos para  a história do Brasil transcrever e o  feitiço das apresentações engrandecer e ainda a realidade circense lhe abater. 

"Um palhaço mesmo que destroçado por dentro, tem o dom de fazer as  pessoas à sua volta sorrirem."  

A escrita dessas duas autoras é tão detalhada, que em vários momentos me transportei e vivenciei cada momento, desde o picadeiro, passando pelas bastidores até chegar as viagens da turnê com toda a caravana. Este fato demostrou quão intenso foi o trabalho de pesquisa da cultura russa e da vida nos circos.

Assim admirável plateia, deixo-os por fim com mais essa indicação de leitura e espero que assim como para mim, a experiencia de vocês seja recheada de magia sem igual. Boa leitura!


Sinopse:

Desde que perdeu o pai em um incêndio no circo em que trabalhavam, Aleksei Ivanovich Markov ficou marcado para sempre, no corpo e na alma. Seu maior desejo é vingar-se do homem que devastou sua família. Quando o encontra, convicto de que nada nem ninguém o demoverá de seus planos, Aleksei conhece Kenya, uma bela jovem, também ligada ao seu passado trágico. 

Um romance intenso desenrola-se entre os dois, porém, amargurado pelo rancor, Aleksei tem sede de vingança. Muito mais do que ajudar Kenya a se libertar de um pai abusivo, ele terá que superar suas dores e, tal qual a fênix, renascer das próprias cinzas, a fim de evitar mais destruição. Como um ovo Fabergé, recheado de surpresas, talvez assim possam viver um amor que os levará — ou não — ao êxtase.'


Ficha Técnica:

Autoras: Sue Hecker, Cassandra Gia
Gêneros: Romance de amor, Romance contemporâneo
Editora: Harlequin ( 15 de Agosto de 2018)
Páginas: 320 
Avaliação média: 5.0 de 5 estrelas

 



Onde comprar:

Disponível em e-book e também na versão física na Amazon 



A história do Ovo Fabergé


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Os ovos Fabergé são obras-primas da joalharia produzidas por Peter Carl Fabergé e seus assistentes no período de 1885 a 1917 para os czares da Rússia. Os ovos, cuidadosamente elaborados com uma combinação de esmalte, metais e pedras preciosas, escondiam surpresas e miniaturas. Encomendados a Peter Carl Fabergée, eram oferecidos na Páscoa entre os membros da família imperial. Disputados por colecionadores em todo o mundo, os famosos ovos de Páscoa criados pelo joalheiro russo são admirados pela perfeição e considerados expoentes da arte joalheira.






Matrioska e sua história



Matrioska é um brinquedo artesanal e tradicional da Rússia.

Também conhecida como “boneca russa”, a matrioska é caracterizada por reunir uma série de bonecas de tamanhos variados que são colocadas uma dentro das outras.

De acordo com a cultura russa elas simbolizam a ideia de maternidade, fertilidade, amor e amizade. O fato de uma boneca sair de dentro de outra maior representa o ato do parto, quando a mãe dá à luz a sua filha e, consequentemente, a filha dá à luz a outra criança, e assim sucessivamente. Para os russos, presentear alguém com uma matrioska é um sinal de grande afeto e desejo de vida longa e feliz.

As matrioskas são tradicionalmente feitas de madeira e em formato cilíndrico. As feições e características das bonecas são detalhadas através da pintura manual.

Por norma, as matrioskas podem abrigar entre 6 e 7 bonecas de diferentes tamanhos, sendo que a menor fica no interior de todas e, ao contrário das outras, não possui uma abertura na sua estrutura.

Originalmente, as matrioskas surgiram no Japão, mas acabaram por ser incorporadas à cultura russa. Aliás, o nome “matriohska” foi escolhido como uma tentativa de adaptar a boneca originalmente japonesa à cultura russa, sendo que durante o final do século XIX a maioria das meninas russas se chamavam Matriona.

Atualmente, as matrioskas representam um dos principais objetos artesanais da cultura russa. A importância das bonecas russas é tão grande que em 2001 foi inaugurado o Museu da Matrioska, em Moscou.


Sobre as Autoras:


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Sue Hecker é, na verdade, um pseudônimo escolhido por uma grande amiga da autora. Tem 42 anos e é casada com um marido super companheiro, com que tem um filho maravilhoso. Criar estórias e dividi-las com as pessoas começou como um passatempo, que se transformou numa experiência mágica. Ao começar a postar sua primeira criação, nunca, em toda a sua vida, sentiu-se tão amada e querida por tantas novas amigas, conquistadas durante a postagem da estória. Sempre foi uma devoradora de livros e, atualmente, flagra a si mesma sonhando, cada vez mais, em usar sua inspiração para criar mais estórias. Acha incrível como os personagens falam com ela, a todo momento! Na escrita, encontrou a melhor terapia para muitas coisas. Afirma que, em cada palavra que escreve, há mensagens ditadas por sua sensibilidade, que encontra eco em seu coração.

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Cassandra Gia é o pseudônimo de Simone Gianotti, nascida na pequenina Conchas (SP), em 1968. Desde que pegou o primeiro livrinho de contos infantis nas mãos, segundo sua mãe, já começou a inventar histórias para as lindas figuras que a encantavam. Leitora compulsiva, sempre gostou de qualquer gênero literário, embora priorizando os romances, que pegava emprestados de uma querida prima. Após passar por algumas universidades, em cursos diferentes, finalmente se formou em História pela Universidade de Brasília. A Fênix de Fabergé é sua primeira experiência como escritora, após anos revisando e betando livros de outras autoras.


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