segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Resenha: O Trono de Diamante


"Um homem precisa de alguns vícios, Sparhawk. Isso lhe dá algo para se arrepender quando ele vai à capela." 
 O Trono de Diamante conta a história de Sparhawk, cavaleiro da ordem Pandion, que volta para o reino de Elenia (sua terra natal), depois um exílio de 10 anos no reino de Rendor, ao saber que sua rainha e protegida, Ehlana, foi acometida por uma doença misteriosa, e encontra-se adormecida em seu trono, envolta em uma barreira de diamante que atrasa os efeitos de sua enfermidade.

 "– Você gosta mais de mim do que eu de você. Claro que isso é natural: eu sou mais amável que você. 
Sparhawk o mirou por um longo tempo.
 – É pra isso que servem os amigos, Sparhawk – Kalten prosseguiu, lisonjeiro –, para nos apontar nossas pequenas imperfeições." 

 A proteção do diamante é resultado de um feitiço proferido por Sephrenia, mentora de Sparhawk, onde a força do cristal teve que ser ligada à força vital de 12 cavaleiros Pandion, incluindo Kalten, melhor amigo do cavaleiro, e a da própria mentora, e, a cada cavaleiro que morre, mais fraca a proteção se torna, deixando a Rainha mais e mais vulnerável.
Com o auxílio de seus companheiros de ordem, principalmente Kalten, Sephrenia, seu escudeiro Kurik, e o ladrãozinho Talen, Sparhawk descobre que a doença da jovem rainha Ehlana, na verdade, veio de um veneno administrado pelo Primado Annias, membro do Conselho Real, que tem seus olhos ambiciosos voltados para o trono de Elenia.
Ao perceber que a barreira mágica não impedirá o avanço dos sintomas de Ehlana para sempre, Sparhawk parte em busca de uma cura que, ao que tudo indica, é um objeto com poderes fantásticos.

"– Talvez a depravação do menino seja compreensível – Dolmant considerou, com tolerância. – Duvido que ele tenha recebido alguma instrução sobre doutrina ou moralidade. […] 
– Para falar a verdade, Vossa Graça – Talen discordou –, frequento os ofícios da Igreja regularmente, e sempre presto muita atenção durante os sermões.
 – Isso é surpreendente – comentou o patriarca. 
– Não necessariamente – Talen objetou. – A maioria dos ladrões vai à igreja. O ofertório nos dá uma série de oportunidades esplêndidas. 
Dolmant parecia chocado. 
– Veja bem, Vossa Graça – o garoto explicou, com uma espécie de seriedade fingida –, a Igreja distribui o dinheiro entre os pobres, não é mesmo? 
– Claro. 
– Bem, eu sou pobre, então pego a minha parte conforme a coleta de ofertas vai passando. Poupa a Igreja do trabalho de ir me procurar para me dar dinheiro. Gosto de ajudar sempre que posso." 

 O livro foi escrito em 1989, e tem um tom medieval que lembra em partes As Crônicas de Gelo e Fogo, e sua narrativa em 3ª pessoa, épica e refinada, facilmente faz com que o leitor seja emerso nesse universo fantástico! Outro detalhe que vale a pena ser mencionado é que os personagens secundários da história também são importantes e tem papéis a cumprir. O Trono de Diamante é o primeiro volume da Trilogia Elenium, seguido por O Cavaleiro de Rubi e A Rosa de Safira (ainda não lançado no Brasil), e é uma ótima adição à sua estante.


Sobre o livro: 
Título original: The Diamond Throne
Autor: David Eddings
Editora: Aleph
Ano: 1989
Páginas: 408

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