quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Crítica: Star Trek - Sem Fronteiras


"O desconhecido está temporariamente escondido."
Apesar da apreensão geral da nação, Star Trek - Sem Fronteiras prova que veio com tudo e que a ideia nunca foi nos decepcionar.

Com pitadas de humor e a uma dinâmica modificada, o longa chega aos cinemas brasileiros só hoje (nos Estados Unidos estreou em julho), mas a demora vale muito a pena. Com o roteiro de Simon Pegg e Doug Jung, o filme conta com piadas próprias e com muitas referências ao clássico, onde tudo começou. Pegg, que é um grande fã da franquia, prova que sabia o que estava fazendo desde o início. Sem a direção de J.J. Abrams - que saiu de uma galáxia para outra ao assumir a nova franquia Star Wars - o nervosismo era ainda maior, já que quem assumiu essa enorme responsabilidade foi Justin Lin, diretor de quatro filmes da saga Velozes e Furiosos, ou seja, nada a ver com Star Trek. Mesmo assim, Lin consegue se destacar e mostra que sabe sim se empenhar muito bem em projetos tão diferentes.

"Sem luta nunca saberão quem realmente são."

Em Sem Fronteiras encontramos nossa tripulação amada da Enterprise no terceiro ano da missão de exploração do espaço prevista para durar cinco anos. Kirk (Chris maravilhoso Pine) está em crise com sua personalidade, mas continua seu bom trabalho como capitão. Eles recebem um pedido de socorro que acaba os levando ao vilão Krall (Idris Elba) que ataca excessivamente a nave e eles vão parar em um planeta desconhecido, sendo divididos em duplas inesperadas e que vão se unir para salvar o restante da tripulação que foi capturada por Krall. Lá, eles conhecem Jaylah (Sofia Boutella) que os ajuda nessa missão.

As cenas são de tirar o fôlego desde o início. A maior parte do filme se passa em solo, já que a querida Enterprise foi atacada, mas nem por isso a qualidade cai. Com direito a cenas de moto e muita luta corporal, Star Trek se sustenta maravilhosamente bem na telona e mantém o público atento e ansioso.

"O medo da morte é o que nos mantém vivos."

Pegg fez um ótimo trabalho acrescentando o humor moderado, já que não tira a seriedade em alguns momentos e nem nos desconcentra do que realmente está acontecendo. Além disso, dividir o elenco em duplas que não são as esperadas foi ideia de gênio. Sempre encontramos Kirk com Spock (Zachary Quinto), mas, dessa vez, todos conseguem melhor visibilidade na trama, já que aparece bastante a galera que sempre fica mais "ao fundo", como: McCoy (Karl lindo Urban), Checkov (Anton Yelchin), Sulu (John Cho), Scotty (Simon Pegg) e Uhura (Zoe Saldana).

Elenco maravilhoso <3


É compreensível que, quando se tem um longa-metragem dessa magnitude, algum efeito especial acabe não ficando perfeito, ou até mesmo um pouco "tosco"; foi o caso de Star Trek. Algumas cenas não foram bem feitinhas, mas deixamos passar já que todo o restante está de aplaudir de pé. Além disso, a dúvida sobre o porquê da música do trailer - tão nada a ver com essa franquia - é explicada e devidamente entendida. Eu mesma fiquei confusa quando saiu o primeiro trailer, e muito pé atrás devo dizer, mas esse medo foi aplacado e fiquei contente, além de ter rido um bocado. 

"Melhor morrer para salvar vidas do que viver para tirá-las."

Se você tiver a oportunidade de assistir Star Trek -Sem Fronteiras no IMAX,  faça. Além da qualidade espetacular, antes do filme passa o clipe incrível de Sledgehammer, da Rihanna. Ficou sensacional os efeitos, além da música ser hipnotizante. 

Encerro minha crítica dizendo que: a homenagem a Leonard Nimoy e Anton Yelchin foi simples e emocionante. Irão fazer muita falta, com certeza. 


Ficha técnica

Título original: Star Trek - Beyond
Diretor:  Justin Lin
Data de lançamento: 1 de Setembro de 2016
Distribuidora: Paramount
Elenco: Chris Pine, Zachary Quinto, Karl Urban, Zoe Saldana, Simon Pegg
Gênero: Ficção Científica

<3


2 comentários:

  1. Mandy, seu texto esta incrível. Vc coloca muito bem suas idéias. Adorei! Gostaria de vê-la no YouTube.

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    Respostas
    1. Obrigada! Estou pensando sobre o assunto, rs.

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