terça-feira, 27 de setembro de 2016

Clube Indica: Black Mirror


“Pessoas querem ser notadas. Não querem ser deixadas de lado. Se sentem invisíveis”

Acredito que existem (bem) poucas séries nesse mundo que mexem com você e te fazer pensar fora da caixinha. Black Mirror é uma delas, se não a maior delas.

A premissa é bem simples: mostra o poder que a tecnologia tem sobre todos nós hoje em dia e como isso nos afeta, podendo decretar nossa ruína ou nosso sucesso em apenas alguns likes ou hashtags. Com uma grande dose de genialidade, a série nos faz enxergar de maneira clara e cruel como deixamos a paranoia tecnológica agir na nossa vida, na nossa casa, nas nossas relações.


São duas temporadas, de três episódios de mais ou menos uma hora cada, e um especial de Natal. As histórias não são interligadas, então não tem uma obrigação de seguir a ordem dos episódios (mas seria bom) e, como é uma série britânica, o ritmo é um pouco diferente das feitas nos EUA, então pode causar um estranhamento em quem não está acostumado.

Tem uma pegada meio distópica, mas te deixa balançado por saber que todos aqueles futuros são possíveis, principalmente um episódio que retrata a obsessão da sociedade por reality shows musicais. O primeiro episódio é um soco no estômago e deixou o meu bem embrulhado porque eu achei a história mais provável de acontecer em um futuro não tão distante assim.


Eu digo, sem medo de errar, que o episódio White Bear (S02E02) foi uma das coisas mais fantásticas que eu já assisti nessa vida! Incrível, perturbador e genial! Me deu vontade de aplaudir de pé todos os envolvidos naquela obra prima!

Todos os capítulos estão disponíveis na Netflix, que abrigou a série e vai lançar uma terceira temporada de seis episódios no dia 21/10/2016, aleluia!


Black Mirror é incômoda, cruel, forte e por isso tudo genial e imperdível!



Um comentário:

  1. Eu assisti apenas o primeiro episódio da primeira temporada, mas não dei continuação por estar assistindo muitas séries. Depois de anos sem produção, a Netflix foi esperta, como sempre, em dar continuação (afinal, hoje em dia já virou moda ressuscitar séries) a Black Mirror, que tem um nome super sugestivo (a TV/monitor que tem sua tela fisicamente preta, quando não está ligada). Posso dizer que nunca vi nada sendo apresentado da forma que é feita na série. O primeiro episódio lembra o que aconteceu com o site de traição Ashley Madison, mas não tem nada relacionado, a série é mais antiga. Black Mirror critica a sociedade moderna, o próprio espectador, mostrando como somos manipuláveis pelas redes de tv e publicidade, e o mais impressionante é que mesmo sendo alertados, continuamos a aceitar essa manipulação. Pra quem gosta de Black Mirror, eu recomendo muito Mr. Robot, que também busca detalhes da realidade e cria tramas muito possíveis de acontecer na vida real. Viver no mundo de hoje é um desafio de sobrevivência!

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